Em seu novo projeto, Pitty faz ‘música doce para pessoas amargas’

Martin e Pitty

O que fazem durante as férias aqueles cuja profissão é eletrizar plateias com o vigor de seu rock? A cantora Pitty Leone e o guitarrista Martin Mendezz, da banda Pitty, são da opinião de que o melhor mesmo é se refugiar nos sons suaves de um violão e um piano. De seus experimentos descompromissados com a música acústica, iniciados há dois anos, surgiu então o Agridoce, projeto que na semana que vem lança seu primeiro disco (“Agridoce”) e faz seu primeiro show.

Tudo começou com encontros na casa de Pitty, em São Paulo, para brincar com uns teminhas instrumentais. Quando se deram conta, já tinham uma canção completa, “Dançando” (“o mundo acaba hoje/ eu estarei dançando”).

VÍDEOAssista ao clipe de ‘Dançando’

– Ficamos orgulhosos de nós mesmos, era nosso parque de diversões. A gente gravava com muita calma, mixava e botava na internet. Até que chegou a hora de dar outro passo – conta Martin.

O outro passo foi procurar um lugar onde pudessem transformar o encontro em disco. A solução veio na forma de uma casa na Serra da Cantareira, para onde levaram instrumentos, equipamentos de gravação, o produtor Rafael Ramos, o engenheiro de som Jorge Guerreiro. Pareciam até os Mutantes nos anos 1970.

– A gente até procurou pela casa dos Mutantes, mas ou ela não existia mais ou não estava disponível. Queríamos um lugar que tivesse um espírito de informalidade – explica o guitarrista.

De 1 a 22 de agosto, lá ficaram eles, em total isolamento, sem TV ou internet.

– A gente só saía pra comprar pão na mercearia. A onda era ficar de pijama o dia inteiro – diz Pitty, que aproveitou para dedicar-se às teclas.

No retiro ainda surgiram músicas, como “Embrace the devil” e a balada “130 anos”, gravada de forma peculiar.

– Compusemos em meia hora, na beira da piscina. Aí o Rafael, com aquela mística dele, achou que os passarinhos e a água faziam parte da música. Veio com um gravador de rolo com um canal só funcionando e gravou a base da música – relata Martin.

Música doce para pessoas amargas – assim a cantora explica o conceito Agridoce, no qual cabem como uma luva músicas como “Please, please, please, let me get what I want”, do grupo inglês Smiths, que encerra o CD.

Na terça-feira, o Agridoce faz seu primeiro show, no projeto Cultura para Todos, no Teatro Cine 9 de Abril, em Volta Redonda, com Malásia (na percussão) e Loco Sosa (que vai soltar os samples “de tudo que não é violão, nem piano, nem percussão”, explica Martin).

A ideia agora, diz Pitty, é que os projetos rolem paralelamente. Agridoce na terça e na quarta, “e o fim de semana liberado para o rock”:

– O Agridoce foi feito para a gente experimentar e se descobrir. Não espero nada muito grande, apenas me divertir.

OUÇA O CD AQUI 

FONTE

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