Pitty fala sobre o DVD que gravou no Circo Voador em busca de ‘quentura’ e ‘catarse coletiva’

Depois de gravar seu primeiro DVD, “(Des) concerto”, de 2007, em São Paulo, a baiana Pitty escolheu o Rio para o novo registro, “A trupe delirante no Circo Voador”, gravado em dezembro de 2010, que tem lançamento marcado para o dia 13. Neste papo, Pitty fala sobre sua relação com o público carioca e sobre o conceito do novo DVD.

Como e por que você decidiu gravar o DVD no Circo Voador?

O primeiro DVD tinha sido feito em São Paulo. Dessa vez queria fazer em outra cidade; e o Rio e o Circo são muito especiais pra gente. Foi onde eu fui morar logo quando saí de Salvador pra gravar o “Admirável chip novo”, e onde rolaram os primeiros shows ali no Ballroom e todas as lonas; tem uma galera de fã no Rio que nos acompanha desde o comecinho. E o Circo Voador além de ser um lugar emblemático é também um espaço em que a gente se sente muito em casa, temos um histórico de shows catárticos ali. E eu queria isso; quentura, catarse coletiva.

Você se preocupou em fazer algo bem diferente do “Desconcerto”? Como?

Sim, queria que fosse um outro DVD sob todos os aspectos. Conceito, edição, repertório, tudo diferente. Pra mim não fazia sentido regravar as mesmas músicas do primeiro; estas já estão registradas e acredito que pro público seja mais interessante ver o que ainda não foi visto. A ideia desde o começo era ter um registro mais “roots” dessa vez; simplesmente um show de rock. Pra isso escolhemos músicas mais agitadas e privilegiamos o “Chiaroscuro” – que é o disco da turnê em questão – e juntamos com alguns lado B do primeiro disco, mais uma inédita e uma versão de Roberto Carlos. O conceito foi surgindo aos poucos e inspirado pelo próprio local: a coisa de estar sob uma lona, de ser uma trupe e estar na estrada armando seu “espetáculo” em cidades diferentes. Acabou rolando uma teatralidade espontânea à medida em que nos embrenhávamos nessa fantasia. E continuou com a pegada da ideia inicial que era ser mais cru, sem muita preocupação com cenário, telões, artifícios visuais, pirotecnia. É a música pela música.

O que você achou do resultado? Pode falar que ficou f*, se quiser.

Hahaha, pô, mas ficou f* mesmo. E maior do que a gente imaginava. Maior assim: a conversa inicial com Rafa foi “vamos simplesmente registrar essa fase, esse disco, show basicão, geral surtando no Circo?”. Então a produção foi simples, mas cuidadosa. E quando vi na tela senti um preenchimento, uma suculência que nem eu esperava. Ricardo Spencer, que dirigiu o DVD, fez mágica. Era esquema câmeras na mão e apenas uma grua; num espaço não muito grande e apinhado de gente. O público foi f* também. Eles basicamente fizeram a direção de arte do vídeo. Tudo aquilo que acontece – bolas de sabão, balões preto e branco, chuva de papel picado – nada foi responsabilidade nossa. Eles combinaram entre si, levaram os objetos e iam “soltando” em músicas específicas numa ação combinada pela internet, segundo me contaram depois. Foi lindo. Tem desde menina ficando de sutiã em “Desconstruindo Amélia” até gente cantando tudo de olhinho fechado. Conseguimos o surto, a catarse que imaginávamos quando nos propusemos a fazer esse DVD. Isso me deixa muito satisfeita.

Você já pensa em disco novo? E aquele seu projeto de folk?

Penso mais pro final do ano. O Agridoce também, acabei ficando a fim de gravar e fazer uns shows, de tanto a galera botar pilha. É assim: agora é hora disso, do Trupe Delirante, e meu foco é total. Mas o cantinho do olho já está mirando uns meses pra frente…

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